Retrospectiva dos mercados de bovinos de corte, milho e soja

Escrito por: Sustennutri

Adaptado por Zootecnista Henrique Costa Filho, MSc

Consultor Técnico Sustennutri

Fontes: Agrifatto Consultoria, @noticias_do_front, farmnews.com.br

Já temos dados das primeiras retrospectivas de 2023 e, também, das primeiras perspectivas para 2024.

2023
Retrospectiva – Grãos



Soja

A safra de soja 22/23 foi marcada pelo recorde de produção da ordem de 157 milhões de toneladas com recuperação de praticamente 30 milhões de toneladas em relação à temporada anterior. O volume trouxe uma queda de preços superior a 30% tomando como referência Cepea Paranaguá/PR, na qual o valor da saca caiu de patamares acima de R$170/sc para próximo de R$130/sc, com recuperação parcial encerrando o ano próximo a R$148/sc. A grande produção também trouxe recordes de exportação que superam os 100 milhões de toneladas e recorde no processamento de soja com cerca de 53,5 milhões de toneladas, com o mercado de derivados impulsionados pelas exportações diante da quebra registrada na Argentina.

Na B3, em dezembro/23, final de R$ 142,19/sc, -R$ 40,06/sc ou -21,98% comparado a dezembro/22.

Milho

A safra recorde de milho no Brasil superou a marca de 135 milhões de toneladas em 2023 e consolidou a posição do Brasil no mercado internacional do cereal. No ano de 2023, o Brasil deve superar a marca de 55 milhões de toneladas exportadas, tirando o trono dos EUA. Apesar da produção expressiva, os preços do cereal registraram desvalorização expressiva, iniciando o ano no patamar superior a R$80/sc e batendo no fundo de R$54/sc base Cepea Campinas/SP, mas com expressiva recuperação para fechar o ano próximo de R$68/sc.

Na B3, em dezembro/23, final de R$ 69,21/sc, -R$ 16,86/sc ou -19,59% comparado a dezembro/22.


Retrospectiva – Pecuária de Corte

O ano de 2023 foi marcado por desafios na pecuária brasileira. A fase de baixa no ciclo pecuário trouxe consigo um aumento significativo no abate de fêmeas, mantendo a oferta de carne bovina elevada. Nas nossas estimativas o ano deve encerrar com mais de 33,63 milhões de cabeças abatidas no Brasil, 12,30% a mais do que o registrado em 2022 e o maior resultado desde 2014. E a participação das fêmeas sobre o total abatido deve chegar a 41,60%, 4,23 pontos percentuais a mais que em 2022.

Apesar dos desafios internos, o Brasil se manteve como líder nas exportações de carne bovina, com expectativa de encerrar dez/23 com cerca de 168,50 mil toneladas embarcadas, marcando um recorde para um mês de dezembro. Neste ano, novos recordes mensais foram atingidos nos meses de janeiro, maio, junho e novembro, mas ainda assim, o recorde histórico seguiu sendo de ago/22 com 203,18 mil toneladas. A estimativa é que o ano de 2023 se encerre com 1,96 milhão de toneladas de carne bovina in natura exportadas, 1,40% inferior ao registrado em 2022.

Obs.: os primeiros dados com o fechamento de 2023 indicam recorde na exportação de carne bovina, com volumes pouco acima de 2 milhões de toneladas (0,8% acima de 2022) e um faturamento de quase 9,5 milhões de dólares.

Os preços foram fortemente pressionados ao longo do ano, atingindo a mínima de R$ 196,35/@ em set/23, considerado o “fundo do poço”, sendo fortemente puxado pelo “excesso” de oferta que adentrou o mercado durante esse ano. No comparativo anual é perceptível a perda de “valor” que o pecuarista sofreu durante o ano de 2023, o preço médio do boi gordo no ano de 2022 ficou em
R$ 317,74/@, já nesse ano o valor médio ficou em R$ 254,59/@,
desvalorizando 19,87% no comparativo anual, sendo essa a maior queda de valor anual da série histórica.

Na B3, final da @ em dezembro/23, São Paulo liquidou em R$251,79, -R$ 38,13 ou -13,15% comparado a dezembro/22.

E para o bezerro o ano também não foi fácil, mostrando uma forte
desvalorização ao longo de 2023, o animal chegou a set/23 no menor patamar desde jul/20, sendo negociado a R$ 2.005/cab. A desvalorização do bezerro foi menos intensa que o boi gordo no comparativo anual, o preço médio do animal em 2023 ficou 16,65% inferior ao registrado em 2022, estabelecendo-se em R$2.210/ cabeça, no entanto, essa também foi a maior desvalorização anual da história do bezerro no Mato Grosso do Sul.

Final para o bezerro no Mato Grosso do Sul em dezembro/23 de R$ 2.074,00/cabeça, -R$ 418,30 ou -16,78% comparado a dezembro/22.


2024
Perspectivas – Grãos



Soja

Sob a condição de um El Niño forte, a safra de soja 23/24 vem se desenhando com percalços e redução de produção frente à expectativa inicial, mas ainda sustentando estimativas na casa dos 150 milhões de toneladas. O cenário de oferta no Brasil ainda não está definido e depende do comportamento das chuvas nos próximos 60 dias, especialmente para o MATOPIBA e RS. O
cenário na Argentina vai fazendo contrapeso sobre as perdas no Brasil, mas os preços no Brasil devem mostrar mais força ao longo de 2024 pelo cenário doméstico de menor oferta.


Milho

A combinação recente de queda dos custos de produção, valorização do cereal e perda da receita com soja esperada pelo agricultor são gatilhos que estão mudando a percepção sobre a área plantada para 2024. Haverá redução de área plantada diante do calendário de plantio comprometido e ainda há uma dependência climática sobre a definição de produtividade, contudo a
expectativa é de uma redução da produção para níveis de 120 milhões de toneladas até o momento de produção total de milho e a possibilidade de preços alçarem patamares mais elevados que os atuais.


Perspectivas – Pecuária de Corte

Com a chegada da reta final de 2023, fica a pergunta: o que esperar para o mercado pecuário em 2024? Para o ano que inicia, espera-se que a oferta de animais continue elevada e a participação de fêmeas deve seguir acima da média histórica, o que mantêm a oferta de carne bovina elevada e dificulta a valorização real (acima da inflação) do boi gordo em 2024. Estima-se que a produção de proteína bovina atinja 8,71 milhões de toneladas, o que representaria alta de 0,44% em relação a 2023, o que seria um recorde histórico.

O Brasil continuará sendo líder nas exportações mundiais de carne bovina em 2024, com a maior consolidação do mercado asiático (expansão de compra de países do sudeste asiáticos) e menor participação dos EUA no comércio global da proteína (até mesmo importando mais proteína bovina que em 2023). Com isso, é estimado que sejam exportadas 2,81 milhões de Toneladas Equivalente de Carcaça (TEC), o que representaria alta de 0,95% em relação a 2023, mas ainda 1,48% abaixo do recorde de 2022.

Por isso, os preços devem continuar pressionados e a flutuação entre os R$ 225,00/@ e os R$ 250,00/@ durante o primeiro semestre de 2024 é o cenário base no estado de São Paulo, dependendo das condições climáticas, uma recuperação mais expressiva poderá acontecer a partir do terceiro quadrimestre de 2024.

Já para o bezerro há uma perspectiva de valorização acima da inflação, maior que o do boi gordo, isso por que a safra de bezerros desmamados em 2024 é fruto das fêmeas emprenhadas em 2022 (ano que teve maior descarte de fêmeas e volume de inseminações menores que 2021). Com isso, os preços do bezerro no Mato Grosso do Sul devem iniciar o próximo ano na faixa de R$ 10,50/kg, podendo alcançar até os R$ 12,00/kg ao final de 2024.

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